2019 está sendo um ótimo ano para o gênero do terror e suspense!

Tivemos este ano sequências marcantes de filmes aclamados e diretores visionários para o terror como “Glass” do M. Night Shyamalan, “It: Chapter 2” do Andy Muschietti e claro, “Us” do Jordan Peele.

Sentiu falta de outro nome importante? Isto mesmo, o Ari Aster, diretor do aclamadíssimo “Hereditário” também fez sua volta triunfal aos cinemas com o perturbador “Midsommar“.

O filme segue a estética do terror psicológico de seu irmão mais velho “Hereditário“, onde o foco de deixar o público com a mente tensa e pensativa é bem maior que o terror em si. Sabe aquele filme que te deixa pensativo enquanto assiste? Prazer, Midsommar sabe fazer isso sem qualquer esforço e te dizemos mais, á LUZ DO DIA!

O foco aqui além de assustar o espectador é mostrar um tempo cronológico em um filme de terror nunca visto nos cinemas. Ele se passa em um lugar extremamente claro e colorido, em uma pacata vila da Suécia, o que torna tudo ainda mais assombrador.

Dani(Florence Pugh) e Christian(Jack Reynor) formam um jovem casal americano com um relacionamento prestes a se desmoronar. Após a tragédia(e põe trágica nisso) familiar acontecer, Dani, que está de luto, é convidada por seu namorado para se juntar a ele e seus amigos Mark(Will Poulter), Josh(William Jackson Harper) e Pelle(Vilhelm Blomgren) em uma viagem para um festival de verão único em uma remota vila sueca. O que começa como férias despreocupadas de verão em uma terra de luz eterna toma um rumo sinistro quando os moradores do vilarejo convidam o grupo a participar de festividades que tornam o paraíso pastoral cada vez mais preocupante e visceralmente perturbador.

A sinopse do filme já diz muito sobre o que ele propõe, a Florence Pugh faz um papel simplesmente impecável como Dani, o que nos faz pensar que ela foi calculadamente selecionada para interpretar o papel e dar sucessão à aclamação da atuação de Toni Collette como Annie em Hereditário, onde recebeu 5 prêmios anuais de Melhor Atriz e claro, foi indicada ao Critic’s Choice Awards na categoria(e vamos ser sinceros, também merecia o Oscar).

Florence está todo tempo se sentindo tensa e triste como Dani e mesmo quando ela está tentando mostrar que está feliz sentimos que ainda há algo ali lhe incomodando. A atuação dela é tão impecável quanto a de Toni, tanto que foram comparadas em diversos sites críticos.

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Os demais atores cumprem com o prometido. Temos aqui cenas bastantes tensas como a do ritual(cujo não podemos falar), a do acasalamento(cena bastante chocante que vai te deixar boquiaberto) e claro, as cenas finais, dignas de perturbarem qualquer um que esteja assistindo… TUDO ISSO À LUZ DO DIA!

Absolutamente nada ocorre durante a noite, o foco é que tudo ocorra pelo “dia”, com a premissa de que “o mal não espera a noite”. Já falando sobre as imagens, que fotografia impecável, há bastante colorido, saturação no ponto e edições de corte ou de imagens sutis que mudam e deixam o filme com uma pegada premium e que prendem o público até o seu desfecho.

Trilha sonora não é o foco do filme, como “Hereditário“, o filme também preza pelo silêncio, sons naturais e pela tensão do longa, o que dá certo, MAS, como nem tudo são flores, temos um contra. A duração do filme vai pesando na experiência do filme do meio ao final, o que torna o longa um pouco cansativo já que tudo aqui acontece “por debaixo dos panos”, como mortes e desaparecimentos, tudo sem uma trilha sonora(o que dá um trabalho bem maior ao diretor). Com um elenco muito bem selecionado, temos aqui atores de peso tornando a experiência do fictício cada vez mais real.

No mais, “Midsommar” é sem dúvidas um dos filmes mais inovadores e perturbadores que já assistimos. Selo POPTime de aprovação!

8.8
Score

Pros

  • Conceito
  • Criatividade
  • Tensão
  • Atuação

Cons

  • Duração
Atuação
9
Roteiro
9
Trilha Sonora
7
Fotografia
10
Direção
9

Final Verdict

"Midsommar" tem um elenco de peso, protagonista digna de Oscar, inova na premissa e sucede com orgulho seu irmão "Hereditário". Sem dúvidas um dos filmes mais perturbadores, lindos e criativos de terror dos últimos tempos.