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Crítica | Vale a pena ver “Olhos que Condenam”?

“Olhos que Condenam” é uma série da Netflix, criada pela Ava DuVernay, sobre um acontecimento real, onde no final dos anos 80, uma mulher é estuprada e cinco adolescentes negros são acusados injustamente e condenados, mas que na verdade são inocentes. A minissérie recebeu um total de 16 indicações no Emmy.

Primeiro de tudo, preciso falar que o sistema judicial não só dos EUA, mas sim do mundo todo é bem racista atualmente, no século passado, era muito pior e mais evidente, e nessa minissérie é um tapa na nossa cara mostrando como o racismo foi obviamente o principal fator deles serem injustamente condenados, e houveram vários protestos na época em defesa dos 5 acusados. Além de quando serem interrogados foram por horas e horas, sem água ou comida e principalmente com um advogado ou os responsáveis deles.

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Acho que os únicos momentos em que a série foi leve é literalmente nos primeiros momentos do primeiro episódio, e nos últimos do último episódio, fora isso, as cenas seguem com grande teor de drama. Onde muitas vezes você tem que pausar a reprodução e pensar e digerir o que aconteceu. A Ava DuVernay não teve medo de mostrar esses momentos tensos e pesados, o que eu admiro muito e agradeço a ela por ter feito isso, pois com certeza que a série não teria o mesmo peso e qualidade se não tivesse essas cenas mais pesadas.

A direção da Ava é totalmente impressionante e brilhosa, ela conseguiu tirar de literalmente todos os atores e atrizes uma ótima e a melhor interpretação possível, mesmo tendo que fazer isso de atores muito jovens.

O ator Asante Blackk, com apenas 17 anos foi indicado em “Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme”, o que foi um recorde de ator mais novo a concorrer. E também várias outras indicações de Vera Farmiga, Jharrel Jerome, Aunjanue Ellis, Niecy Nash, John Leguizamo e vários outros.

Asante Blackk é o ator mais novo a ser nomeado ao Emmy

É preciso aclamar a atuação do Jharrel Jerome, que interpreta de forma brilhante e maravilhosa o Korey Wise  versão adolescente e adulto.

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Por mais que o roteiro seja incrível e impressionante na maioria das cenas, algumas partes demoraM a se desenvolver e acaba se tornando entediante, mas nada que seja um defeito total, é algo super mínimo e que não afeta na qualidade geral da série. O roteiro em si é muito bom, com falas bem fortes e que conseguem fazer nos emocionar com as palavras fortes e claro, com a atuação e direção perfeita. É muito difícil você não se emocionar e chorar em vários momentos da série.

A fotografia junto com a trilha sonora é impecável e bastante essencial para a série, onde conseguem trazer a qualidade que já é maravilhosa, para um nível acima.

Como a série é baseada em fatos reais, onde no final tem um “final feliz” assim digamos, pois são finalmente inocentados e quem realmente estuprou a mulher no Central Park em 1989 confessou. Esse caso foi uma das maiores falhas que a justiça e polícia dos Estados Unidos cometeu. Com um todo, a série é muito bem planejada, escrita, dirigida e atuada, com os merecidas indicações no Emmy e futuras premiações.

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“Olhos que Condenam” está disponível para streamming na Netflix.

Rodrigo Sobral

Cursando informática mas com paixão na arte. Redator do Portal POPTime.

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