Dirigido por Raja Gosnell, o mesmo diretor dos live-action’s dos “Smurfs“, e lançado em 2004 pela Warner Bros como sequência de “Scooby-Doo 1“, “Scooby-Doo: Monstros à Solta” é o segundo filme de uma das primeiras adaptações em live-action lançados no cinema.

Atualmente, sabemos que os filmes em live-action estão se tornando cada vez mais “normais” e rentáveis, não há mais aquela dificuldade na produção dos filmes em transformar os desenhos animados em personagens da “vida real”, mas parece que nos anos 2000, a Warner Bros Pictures estava à frente do seu tempo. O porquê nós te explicamos na primeira categoria desta review:

Fotografia(Efeitos Especiais):

Como falado antes, a Warner se pareceu à frente do seu tempo naquela época em quesito de efeitos visuais. Quase 2 décadas depois, o filme ainda consegue nos surpreender com seus efeitos, e isso é um dos motivos para fazer o filme se tornar tão atemporal.

Os monstros são extremamente bem pensados, para que apareçam em locais que lhes favoreçam e não passem uma imagem tosca, como vemos ainda hoje com alguns efeitos CGI e até mesmo em alguns monstros do filme. Deixamos aqui nossa parabenização pela criação dos personagens como o Monstro de Piche, o Fantasma do Pterodáctilo, os Homens-Esqueleto e o próprio Scooby-Doo(Neil Fanning), que foi feito calculadamente e com enorme dificuldade.

Neil Fanning in Scooby-Doo 2: Monsters Unleashed (2004)

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Como falamos, nem tudo são flores. Outros monstros não foram tão produzidos quanto os citados, e passaram uma imagem tosca de alguma fantasia qualquer, mas nada que atrapalhasse a experiência com o filme, já que seus papéis toscos pareciam propositalmente se encaixar nas fantasias.

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Já sobre a fotografia, não se tem absolutamente nada à se reclamar. Os cenários são bem adequados e calculados, o verde aqui é impecável, e o cenário bastante colorido.

Atuação:

Na atuação, o cast faz seus trabalhos. Eles podem ser toscos, bobos ou tristes e comoventes quando querem. Um bom exemplo disso é a Velma(Linda Cardellini), que provavelmente possui um dos melhores papéis e talentos por aqui. Ela se inicia como a garota tímida e boba, e finaliza o filme com expressões surpreendentes enquanto passa por apuros. Confira:

Cena “tosca”:

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Cena que nos surpreendeu:

No geral, os intérpretes da Velma, Daphne(Sarah Michelle Gellar), Fred(Freddie Prinze Jr) e principalmente o Salsicha(Matthew Lillard) merecem aplausos, tanto pela atuação geral como também nas cenas ao lado do cachorro Scooby, uma vez que o dog nunca esteve lá. Foi um trabalho árduo para os atores e atrizes contracenarem com o “verdadeiro fantasma” das gravações. Ah, e palmas pelas incríveis cenas onde Scooby e vários outros personagens dançam no bar dos vilões!

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Direção/Roteiro:

Na direção, o Raja Gosnell mais uma vez nos surpreendeu, transformando o filme em algo surreal para aquela época e o tornando tão atemporal. Cenários estão incríveis, câmeras bem posicionadas, efeitos dos melhores para a época e uma nostalgia sem fim, que só o mesmo consegue criar em seus filmes de live-action.

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No roteiro, temos alguns(vários) furos, outras situações que foram sobrepostas para “encher linguiça” e até mesmo situações não tão calculadas como por exemplo a ida de Salsicha e Scooby até um bar onde os antigos falsos fantasmas(presos pela Mistério S/A) não reagem tão “brutalmente” como achávamos que reagiriam, uma vez que a equipe lhes colocou na cadeia. No geral, a missão da equipe é reverter a situação onde monstros estão sendo criados descontroladamente. O filme começa com uma pegada alegre, tem o seu clímax, chega na parte dramática e dá sua reviravolta. Tudo parece acontecer tão rápido, pois o filme lhe prende à cada instante.

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Sendo assim, direção aqui está ótima e o roteiro um pouco acima do mediano, o que nos faz “deixar passar” por ser um filme teen escrito no início do século 21.

Trilha Sonora:

O último ponto da nossa crítica e que deixa o filme tão memorável é a sua trilha sonora. O filme sobrepõe músicas românticas em momentos que geram aquele clima de amor, sons tristes em momentos que envolvem tensão ou drama e músicas alegres e cativantes enquanto a turma passa pela “fase boa” de sua missão.

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Considerações Finais:

Sendo assim, “Scooby-Doo 2: Monstros à Solta” é um filme atemporal, alegre e extremamente cativante, que fará você revê-lo mais umas 50 vezes durante a vida(e não estamos exagerando). Mocinhos e monstros são bem-humorados, o cast faz o seu trabalho e a direção não decepciona. Parabéns aos envolvidos, e que o reboot que a Warner pretende fazer seja melhor que o vergonhoso de 2009.