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Crítica | “Homem-Aranha: Longe de Casa” é bom?

Essa crítica não contém spoilers!

O “Homem-Aranha: Longe de Casa” é a sequência do “De Volta Ao Lar”, de 2017. Mas o longa tem muitas consequências do “Vingadores: Ultimato”, como por exemplo o fato deles explicarem como que as pessoas desaparecidas em “Guerra Infinita”, voltaram após o estalo do Hulk em “Ultimato” e também uma singela homenagem aos heróis que se sacrificaram na luta contra o Thanos.

O longa se passa depois de “Ultimato”, em que Peter Parker está numa viagem escolar para a Europa e é surpreendido pelo Nick Fury e Maria Hill, junto com um novo herói, Mysterio, que afirma que veio de uma terra paralela. Além disso, Peter precisa lidar com o fato dele ser comparado ao Tony Stark/Homem de Ferro e a falta em que faz.

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Com “Longe de Casa” nós esperávamos que fosse de um nível igual ao seu antecessor, pois felizmente é e melhor! O longa trás uma carga bastante dramática sobre as consequências de “Ultimato”, e a atuação do Tom Holland está impecável e muito bem no papel. Se nos filmes anteriores que o Homem-Aranha apareceu e se mostrou um ótimo personagem, nesse, ele está num nível acima e muito bem elevado com sua atuação, juntamente ao fato de estar mais solto, como se o Tom estivesse mais comprometido e junto com o papel.

Logo no início do filme, não se parece com um filme de herói, e sim como qualquer filme de adolescentes no ensino médio com os romances, o que deixou o filme mais interessante com algo diferente. Claro que tudo isso acaba com a chegada de Nick interrompendo os planos da viagem de Parker. O longa mostra o par amoroso de Peter com MJ (Michelle), esse romance flui de uma maneira muito bonita e natural, mas claro com os problemas de adolescente e de herói juntos.

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O filme consegue conciliar muito bem a parte do drama e as de ação, sendo assim, é muito gostoso de assistir, tanto que raramente filmes de herói costumam ter uma carga pesada de drama. No segundo filme do Homem-Aranha com o novo ator, temos esse tom de drama, onde consegue fazer elevar a qualidade e conceito do filme. Tudo isso foi feito com uma direção ótima do Jon Watts, em que nas cenas de um peso emocional forte aposta numa fluidez natural e sem parecer forçado, claro que o Tom Holland tem seus devidos créditos onde consegue fazer isso muito bem feito e surpreendente até para um filme de herói.

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Outro fator importante para o filme é o CGI, ou apenas efeitos visuais, onde estão ótimos e em várias cenas em particular que usam a mesma tecnologia em que foi feita em “Capitão América: Guerra Civil”. Num todo, os efeitos estão com uma excelente qualidade, claro que em uma cena ou outra, ainda deixam a desejar, mas em um geral, está bem feita, algo que é muito importante em filmes de heróis.

O roteiro tem umas pontas soltas onde poderia melhorar, mas isso é algo normal vindo da Marvel, que mesmo assim, na maioria dos casos consegue entregar um ótimo trabalho, o que aconteceu com “Longe de Casa”. Na questão do vilão é o mesmo problema de sempre, as motivações não serem muito boas. Porém, Jake Gyllenhaal, que interpreta o Mysterio, consegue fazer a atuação melhorar de certa forma com o carisma em que possui, com isso, o restante do elenco também nos entrega uma interpretação de ponta. A dupla Tom e Jake se dão muito bem e juntos tornam ela bem desenvolvida.

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Com todo o hype que temos depois de “Guerra Infinita” e “Ultimato”, desejamos que os próximos filmes sejam tão grandiosos quanto ou que chegue perto. “Homem-Aranha: Longe de Casa” não é tão grandioso quanto os Vingadores, mas leva as consequências dos filmes e consegue se desenvolver de uma maneira excelente, sendo um ótimo filme. Conseguiu ser melhor que “De Volta Ao Lar” e dos antigos filmes do amigo da vizinhança.

O filme é o encerramento da saga do infinito e consegue fechar essa fase de uma forma ótima e na cena pós-créditos dá até uma dica do que pode vir na próxima fase dos filmes.

Rodrigo Sobral

Cursando informática mas com paixão na arte. Redator do Portal POPTime.

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